quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Escândalo nacional...

É realmente a palavra que classifica melhor o que se passa no nosso país.Fala-se em crise, em problemas financeiros graves, na necessidade de aumentar os impostos, de conter os aumentos salariais, de retirar benefícios sociais, ... isto tudo em nome de uma política de poupança, de contenção de custos para evitar que o défice continue a subir.No entanto como já muita gente percebeu, essas ideias não são para todos, são só para os "mais pequenos".Na realidade os nossos políticos pelos anitos que vão passando pela política seja em que cargo fôr(deputado,secretário de estado,ministro,primeiro ministro,presidente da república e outro cargos menos relevantes), vão saindo dos mesmos com uma reforma, com um dinheirito para irem sobrevivendo e passado uns tempos(dias) estão noutro cargo político com um ordenadito só para compensar o tempo que perdem na assembleia da república.E ao fim de meia dúzia de anos, acumulam duas,três,quatro,... reformas, somando AVULTADOS RENDIMENTOS(ao contrário do trabalhador comum que trabalha avultados anos para ter uma reforma, muitas vezes pouco ou nada consentânea com a dedicação e trabalho que desenvolveu ao longo de quarenta anitos!).
Em nome da crise profunda que vivemos, propunha que todos os nossos políticos dispensassem as reformas acumuladas, para contribuirem singelamente no combate ao défice e assim sim teriam razão para discursar e dizer que TODOS OS PORTUGUESES TERÃO QUE FAZER SACRIFÍCIOS!
Chega, olhem para vocês e pensem que se uma revolta social acontece, serão os primeiros a pagar por dinheiros mal distribuidos e mal geridos.DÊEM O EXEMPLO(custa-me acreditar que reflitam verdadeiramente sobre estes problemas mas, quem sabe, com um esforço...)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mais uma opinião...

De alguém que não é Enfermeiro, mas é lúcido e clarividente

(recebi por email de um colega que o leu no site do Público)


Enfermeiros, classe profissional ostracizada

Não sou enfermeiro. Sou jurista. Enfermeiros, classe ignorada De há uns tempos a esta parte temos vindo a assistir ao envolvimento quase messiânico da imprensa e, naturalmente, dos visados, na questão do estatuto dos docentes e, ultimamente, da sua avaliação, com evidentes consequências nas respectivas carreiras. Não se questiona a legitimidade nem a oportunidade de tais empenhos, muito menos o relevo social de tal classe profissional que, de resto, alcançou recentemente os seus objectivos. O que curamos aqui de advogar é evidenciar uma classe profissional esquecida e, ultimamente, explorada sob vários prismas, a qual, pelos vistos, e como a mais recente imprensa reconheceu, corre o risco de ser prejudicada com aquele sucesso. Referimo-nos aos enfermeiros. Constatamos, antes de mais, uma aparente contradição: tratar-se de classe profissional reconhecida e acarinhada casuisticamente quando confrontada em ambiente hospitalar ou similar e à qual se reconhece a dedicação, o carinho, a entrega até à exaustão e com forte componente emotiva, percebendo-se o desgaste profissional, com cargas horárias exageradas e, na maioria das vezes, com horários descontinuados, com noites sofridas. Em contraponto constatar-se que é uma classe profissional a que não é conferida uma digna contrapartida estatutária. Estes profissionais são licenciados, alguns com mestrado, academicamente ao nível de todos os outros profissionais licenciados (docentes, licenciados em história, psicologia, biologia, filologias, etc… etc…). Porém, o Estado, na perspectiva dos diversos serviços, ainda não interiorizou que os enfermeiros têm de ter idêntico tratamento aos demais licenciados, desde logo ao nível remuneratório e evolução de carreira. Não se compreende como o Ministério da Saúde e outras entidades continuem a equiparar, na prática, os enfermeiros a meros bacharéis e não licenciados que são e a permitir que estes profissionais, trabalhando 40 horas semanalmente, a que acrescem sempre turnos diferenciados onde se incluem os nocturnos, aufiram salários singelos, sem acréscimos dignos e, pior, sem um horizonte de evolução de carreira, particularmente quanto aos jovens enfermeiros, curiosamente, os academicamente mais habilitados. Bastará atentar mensalmente na listagem dos aposentados do Estado e comparar as pensões dos enfermeiros (em fim de carreira, note-se!) com os demais licenciados, particularmente com os docentes (educadores de infância e professores do ensino secundário), para se concluir quão injustiçados aqueles têm estado. Não se trata de censurar o que se atribui aos demais profissionais referidos, longe disso, mas tão somente usá-los como termo de comparação próximo para alicerçar a afirmação de que os enfermeiros têm sido efectivamente o parente mais pobre dos licenciados, e, na prática, não reconhecidos como tal, sobretudo, há que dizê-lo sem constrangimentos, quando são os que têm uma função física e psicológica mais desgastante comparativamente com os demais, à excepção dos médicos. Só quem não conhece o meio hospitalar pode não estar de acordo. Veja-se o tratamento do Estado a estes profissionais neste simples exemplo que me foi transmitido: consta que nas forças armadas os enfermeiros licenciados são os únicos licenciados que enquadram a classe dos sargentos enquanto todos os demais (seja qual for a licenciatura) enquadram a classe dos oficiais. Porquê? Pergunto: a licenciatura em enfermagem, com forte componente científica, merece menor qualificação que outra qualquer licenciatura (história, psicologia, filologia, etc… etc…?). Porque não se lhe atribui, como aos demais licenciados, idêntica qualificação? Estamos, sem dúvida, num Estado/sociedade onde complexos socioprofissionais se mantêm como há 40 anos, com uma agravante: Há 40 anos ao enfermeiro bastava a formação pouco mais do que básica. Hoje, além do 12º ano da área de ciências, como para qualquer licenciatura em ciências, exige-se uma licenciatura técnico/científica. Exige-se dedicação plena e exige-se elevada responsabilidade profissional. Em contrapartida uma mão cheia de muito pouco e infelizmente cheia de desilusão. Esta intervenção é apenas um contributo para que uma classe profissional (dos enfermeiros) obtenha a mesma atenção e reconhecimento atribuídos a outras classes profissionais que têm dominado o espectro político e jornalístico. Especialmente neste momento em que os responsáveis políticos não só não efectivam uma justa revisão da respectiva carreira, no mínimo equiparando-a às carreiras de técnicos licenciados e docentes, como, pasme-se, apresenta uma nova proposta que mais não é senão uma diminuição daquilo que se apresenta actualmente injusto e indigno para estes profissionais LICENCIADOS. Isto deve-se, quiçá, ao facto desta classe profissional não ter elementos seus ocupando lugares no poder político ou dele próximos e influentes nem servir de objecto jornalístico apetecível (?). Mas é também por estes motivos que o dever de cidadania efectiva numa democracia também efectiva e não meramente formal me impõe este dever de intervir por esta via, além de outras que assumi. jjunior

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A luta continua...

Aqui estou eu a cumprir serviços mínimos com o meu pensamento em Lisboa e na jornada estóica da classe de Enfermagem.Desasseis autocarros de Coimbra,vinte autocarros do Porto, sete do algarve, cinco de Viana do Castelo,...Demonstrámos união e espírito combativo.
Mas não podemos parar.Devemos continuar a alertar a nossa sociedade e a informar devidamente, não como alguns orgãos de comunicação social que deturpam a nossa luta com notícias mal estruturadas e que enganam as pessoas que nada sabem da nossa profissão ou das nossas reivindicações(até eu ficaria revoltado se ouvisse dizer que determinada profissão afinal reivindicava um aumento de quinhentos euros... E O RESTO DA NOTÍCIA?Os anos que trabalhamos com licenciatura e recebemos como bachareis;Os especialistas que recebem como bachareis e desempenham cargos de gestão de unidades por esse país fora,...
Para não variar, todo o apoio que vem de fora da classe, demonstra conhecimento.DEIXO-VOS COM MAIS UM BLOG DE APOIO À NOSSA LUTA.
PS- Porque será que dizem que não há dinheiro para pagar mais à enfermagem, mas têm milhões para continuar a dar à Madeira, na contribuição certa de não retorno por parte do Sr Alberto João?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Manifestação em Coimbra

Apelo a todos os Enfermeiros que possam estar presentes em frente aos Hospitais da Universidade de Coimbra amanhã dia 28/01 pelas 11horas, para uma manifestação de desagrado para com o tratamento dado à classe por parte deste governo.A UNIÃO FAZ a FORÇA!

Apoio de Outsiders...


Mais um apoio chegou através de outro Blog de alguém que não tem nada a ver com a classe, ams é actual,sério e percebe os motivos da nossa luta.Convido-os a visitar o blog portugalcntemporaneo.blogspot.com e lêr o artigo:




Gostaria de informar que segundo números do sindicato, só do distrito de Coimbra já estão ONZE autocarros! para levar os enfermeiros à grande Manif. em Lisboa.Inscrevam-se!Parece que ainda aceitam mais colegas.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Assinem a petição!

Pela dignidade da nossa profissão, quem achar que deve dar o seu contributo que clique no link e assine a petição.TODOS JUNTOS SEREMOS MUITOS!

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1024

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Precisam-se notícias...


de Enfermagem.Comprei hoje o DN na esperança de lêr alguma linha que fosse sobre a falhada negociação de ontem.De uma forma pouco ou nada estranha e mais que habitual, as notícias sobre a classe foram para não variar ZERO!Sobre os professores, uma notícia já ontem amplamente noticiada pelos orgãos de comunicação relacionada com os horários de trabalho semanal e sua negociação entre sindicatos e Governo.

Dito isto a minha constatação é que a Enfermagem para os media não existe ou pouco significa para os editores dos nossos media.

Como poderemos nós alterar essa situação?Fazendo actos que chamem à sua atenção, actos que afectem o normal do nosso quotidiano, sejam eles através de marchas lentas, buzinões,....Como pessoa sindicalizada, não dirigente sindical, apelo a que os nossos sindicatos procurem organizar de forma consitente e continua, medidas de projecção na sociedade do nosso descontentamento.MOBILIZEM os Enfermeiros porque precisamos não só de GREVES que envolvem sempre guerra de números entre sindicatos e governo, mas sim de medidas mais incisivas que abanem os nossos jornalistas...