Vejam como um país civilizado dá uma lição do que se deveria fazer no nosso país.Abaixo a acumulação de reformas e reformas milionárias!
Mundo - Reformas na Suíça com tecto máximo de 1700 euros - RTP Noticias, Vídeo
Um blogue de Enfermagem, mas também pela justiça social e contra as desigualdades neste país
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Ser politico passa por convencer...

Nestes últimos dias temos assistido após a aprovação do orçamento para 2011 a uma nova movimentação política que envereda sempre pelo mesmo caminho da demagogia pura e que tenta convencer o português pouco informado ou burro e lança ideias que agradam a opinião pública.
Sócrates anuncia a proibição de acumulação de ordenados com pensões a partir de 2011 para todos os funcionários públicos, incluindo o presidente da república excluindo os médicos que são uma classe à parte dos restantes funcionários públicos(como sempre...).
Por outro lado, Passos Coelho anuncia a necessidade de penalizar judicialmente quem dirige e decide o destino do nosso país e o afunda constantemente.
Ambos tentam demonstrar que querem cumprir aquilo que o português comum já exige há muito, justiça,igualdade, mas será que os portugueses irão acreditar em pessoas e nos seus partidos que ao longo dos anos têm feito o que querem e bem entendem com o dinheiro público sem nunca nenhum ter respondido por medidas mal tomadas?E será que as reformas com que os nossos politicos se têm enchido ao longo dos anos, acumuladas,biacumuladas,triacumuladas com ordenados em grandes empresas conectadas ao estado ou com estreitas relações com o mesmo, acabaram?(os moldes irão com certeza é mudar-prémios continuam a existir...)
SERÁ QUE OS PORTUGUESES FICARAM CONVENCIDOS?Eu fiquei foi mais esclarecido, tudo serve para agarrar o poder, uma vez instalados no poder, o caminho será o mesmo da incompetência,do roubo, da desonestidade, da desorganização e mais uma vez o povinho é que pagará a crise, com mais impostos, menos ordenados,...
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Concordando com o autor Batista Bastos...

Penso que não poderia deixar de divulgar no meu Blog um texto escrito por Batista Santos, que retrata perfeitamente o sentimento de muita gente e as vidas faustosas de umas quantas...
Aqui vos deixo este texto que deveria ser lido e relido, vezes sem conta, até encher de coragem os portugueses que vão vagueando por esta crise ao sabor de uns quantos que se governam a seu bel prazer.
A pátria não é de todos por Baptista Bastos [*]
Uns murmuraram a sua atroz ignorância, outros a sua melancólica indiferença. Até que uma mulher de idade avançada, com a desconfiança pregada nos olhos e a sabedoria procedente de todas as agruras, respondeu: "Não acredito em nada nem em ninguém. Eles estão lá para se encher".
É o sentimento geral. A impotência associada à resignação; seja: o pior que pode acontecer a uma sociedade, abjurante das virtudes do civismo. Não é só o rotativismo de poder, disputado entre, apenas, dois partidos, que causa esta indolência moral. É a péssima qualidade intelectual dos políticos. É a clara evidência de que dividem o "bolo" entre eles, substituindo-se nas administrações, nos bancos, nas grandes empresas, aumentando os vencimentos a seu bel-prazer, auferindo-se bónus e mordomias escandalosos. Vem nos jornais. Nada do que digo ou escrevo é resultado de qualquer rancor: factos são factos.
Pedro Passos Coelho ouviu, daqueles santos sábios, o que queria ouvir. E eles também não queriam ou não sabiam dizer outra coisa. Isto anda tudo ligado, e as relações políticas, entre aparentes adversários, são grandes rábulas, alimentadas pelo embuste e pela mentira. Penso, no entanto, que o presidente do PSD devia escutar vozes dissonantes, opiniões divergentes que permitissem uma análise mais clara e acertada. Claro que não é só Passos Coelho que ouve o que deseja ouvir. Todos os outros dirigentes, Sócrates incluído, e na primeira linha, seguem a música de idêntica mazurca.
Os sábios que se reuniram com Sócrates são muitos daqueles que pertenceram a governos execráveis, culpados de tudo o que de pior nos tem acontecido. Quase todos eles detêm reformas de luxo, duas e três, e atrevem-se a debitar, para as televisões, patrióticas lições salvíficas. Uma vergonha! Um deles, com deficiências de fala e escuma aos cantos da boca, trabalhou seis meses no banco do Estado e recebe uma reforma vitalícia de três mil e seiscentos contos (moeda antiga) pelo denodado esforço desenvolvido. Cito-o com frequência por entender que o cavalheiro é o retrato típico de uma situação abominável.
Quem pode acreditar em gente deste jaez e estilo? Em gente desavergonhada que tem, escancaradas, as televisões, para dizer sempre o mesmo, ou seja: coisa alguma de importante.
Afinal, de que falaram os quase vinte sábios? Com a soberba que os caracteriza, indicaram os mesmos remédios para a superação da crise: cortes nas despesas da saúde, da educação, e da previdência; rebaixamento de salários na função pública; acaso a supressão do décimo terceiro mês; redução nas pensões, aumentos nos medicamentos. É o pacote consuetudinário sugerido por quem, de facto, não dispõe de outras ideias e soluções que não sejam as do breviário neoliberal. A OCDE, considerava "muito credível", veio rezar semelhante litania. E ai de quem a desmonte! É logo considerado comunista ou afim. Um pouco de decência não faria mal.
Observe-se os rostos desta gente. Atente-se no que dizem, prometem, formula. Não conseguem mobilizar ninguém, nem concentrar emoções ou sentimentos, exactamente porque os não possuem. No começo da revolução de Abril, o Governo lançou um alerta e um apelo: Um Dia de Trabalho para a Nação. O País aceitou o pedido e a invocação. E foi um belo momento de unidade nacional, uma acção colectiva de patriotismo e de esperança absolutamente inesquecível. E só a má-fé ou a má consciência podem distorcer o que foi um extraordinário acontecimento político e social.
As frases daquela mulher, na televisão, ressoam como uma tragédia: "Não acredito em nada nem em ninguém. Eles estão lá para se encher." E a verdade é que o enriquecimento surpreendentemente rápido de muitos deles; a pesporrência arrogante da esmagadora maioria desses senhoritos é mais do que desacreditante: é sórdido.
Os jornais e as revistas, de vez em quando, publicam os nomes, os rendimentos, as casas luxuosas, os iates, os carros topo de gama dos que nos exigem sacrifícios, suor, renúncia, abnegação. Exigem mas não praticam. E, se o fazem, as beliscaduras nas suas fortunas são tão delicadas, tão suaves que eles nem dão por isso. Quando se tira a um reformado o mais escasso dos cêntimos as dificuldades que daí advêm são de tal monta, e as consequências imediatas são terríveis.
Os sábios que foram dizer a Passos Coelho o que este, comovidamente, queria ouvir, não estão ao lado de quem sofre e está na mó de baixo. A indiferença nunca ocultada, a ganância jamais dissimulada, o luxo em tempo algum encoberto (bem pelo contrário) constituem eloquentes testemunhos da casta a que pertencem. Portugal continua a ser, como escreveu João de Barros, "país padrasto e pátria madrasta" - para muitos, bem entendido, e "ridente torrão de malandros" [Filinto Elísio, "Sátiras"] para os que se ajustam.
É o sentimento geral. A impotência associada à resignação; seja: o pior que pode acontecer a uma sociedade, abjurante das virtudes do civismo. Não é só o rotativismo de poder, disputado entre, apenas, dois partidos, que causa esta indolência moral. É a péssima qualidade intelectual dos políticos. É a clara evidência de que dividem o "bolo" entre eles, substituindo-se nas administrações, nos bancos, nas grandes empresas, aumentando os vencimentos a seu bel-prazer, auferindo-se bónus e mordomias escandalosos. Vem nos jornais. Nada do que digo ou escrevo é resultado de qualquer rancor: factos são factos.
Pedro Passos Coelho ouviu, daqueles santos sábios, o que queria ouvir. E eles também não queriam ou não sabiam dizer outra coisa. Isto anda tudo ligado, e as relações políticas, entre aparentes adversários, são grandes rábulas, alimentadas pelo embuste e pela mentira. Penso, no entanto, que o presidente do PSD devia escutar vozes dissonantes, opiniões divergentes que permitissem uma análise mais clara e acertada. Claro que não é só Passos Coelho que ouve o que deseja ouvir. Todos os outros dirigentes, Sócrates incluído, e na primeira linha, seguem a música de idêntica mazurca.
Os sábios que se reuniram com Sócrates são muitos daqueles que pertenceram a governos execráveis, culpados de tudo o que de pior nos tem acontecido. Quase todos eles detêm reformas de luxo, duas e três, e atrevem-se a debitar, para as televisões, patrióticas lições salvíficas. Uma vergonha! Um deles, com deficiências de fala e escuma aos cantos da boca, trabalhou seis meses no banco do Estado e recebe uma reforma vitalícia de três mil e seiscentos contos (moeda antiga) pelo denodado esforço desenvolvido. Cito-o com frequência por entender que o cavalheiro é o retrato típico de uma situação abominável.
Quem pode acreditar em gente deste jaez e estilo? Em gente desavergonhada que tem, escancaradas, as televisões, para dizer sempre o mesmo, ou seja: coisa alguma de importante.
Afinal, de que falaram os quase vinte sábios? Com a soberba que os caracteriza, indicaram os mesmos remédios para a superação da crise: cortes nas despesas da saúde, da educação, e da previdência; rebaixamento de salários na função pública; acaso a supressão do décimo terceiro mês; redução nas pensões, aumentos nos medicamentos. É o pacote consuetudinário sugerido por quem, de facto, não dispõe de outras ideias e soluções que não sejam as do breviário neoliberal. A OCDE, considerava "muito credível", veio rezar semelhante litania. E ai de quem a desmonte! É logo considerado comunista ou afim. Um pouco de decência não faria mal.
Observe-se os rostos desta gente. Atente-se no que dizem, prometem, formula. Não conseguem mobilizar ninguém, nem concentrar emoções ou sentimentos, exactamente porque os não possuem. No começo da revolução de Abril, o Governo lançou um alerta e um apelo: Um Dia de Trabalho para a Nação. O País aceitou o pedido e a invocação. E foi um belo momento de unidade nacional, uma acção colectiva de patriotismo e de esperança absolutamente inesquecível. E só a má-fé ou a má consciência podem distorcer o que foi um extraordinário acontecimento político e social.
As frases daquela mulher, na televisão, ressoam como uma tragédia: "Não acredito em nada nem em ninguém. Eles estão lá para se encher." E a verdade é que o enriquecimento surpreendentemente rápido de muitos deles; a pesporrência arrogante da esmagadora maioria desses senhoritos é mais do que desacreditante: é sórdido.
Os jornais e as revistas, de vez em quando, publicam os nomes, os rendimentos, as casas luxuosas, os iates, os carros topo de gama dos que nos exigem sacrifícios, suor, renúncia, abnegação. Exigem mas não praticam. E, se o fazem, as beliscaduras nas suas fortunas são tão delicadas, tão suaves que eles nem dão por isso. Quando se tira a um reformado o mais escasso dos cêntimos as dificuldades que daí advêm são de tal monta, e as consequências imediatas são terríveis.
Os sábios que foram dizer a Passos Coelho o que este, comovidamente, queria ouvir, não estão ao lado de quem sofre e está na mó de baixo. A indiferença nunca ocultada, a ganância jamais dissimulada, o luxo em tempo algum encoberto (bem pelo contrário) constituem eloquentes testemunhos da casta a que pertencem. Portugal continua a ser, como escreveu João de Barros, "país padrasto e pátria madrasta" - para muitos, bem entendido, e "ridente torrão de malandros" [Filinto Elísio, "Sátiras"] para os que se ajustam.
[*] Escritor, b.bastos@netcabo.pt
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
U2 em coimbra,mais que uma banda...eu estive lá!
COIMBRA 2 e 3/2010Tive a felicidade imensa de assistir pela primeira vez a um concerto da minha banda favorita,. na minha cidade, e constatar que continuam frescos, melodiosos,mais maduros e com uma capacidade de empatia com o público de quem sabe estar em palco e traz a lição estudada de casa.
Mais que uma banda os U2 para mim significam transmissão de liberdade, de paz, de amor, de amizade, de ecologia,...Realmente é por isso mesmo que para mim me preenchem como banda.Não se canta só por cantar, durante 34 anos ao som de sunday bloody sunday, with or without you, one , vertigo, magnificient,... com a projecção mediática que têm.Na realidade essa projecção tem sido aproveitada pelo grupo na defesa de causas maiores como o combate ao HIV,defesa dos direitos humanos(brutal a componente artística no momento de apelo à liberdade da birmanesa nobel da paz), a fome em Africa,...
Por isto e muito mais(o espetáculo audiovisual foi brilhante-do ponto onde assisti tive a noção de todos os pormenores e não foi preciso ir para a red zone ;) ), esta banda para mim será sempre a melhor do mundo.U2 FOREVER!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Em que sociedade vivemos?...

Hoje de manhã, tive o prazer de ouvir na Antena 1, João Gobern.Nem sempre estou de acordo com o que diz ou sobre as suas opiniões, mas não poderia deixar de referir no meu blog, a notícia dada por ele que me fez pensar que afinal a minha impressão sobre a descaracterização que vai cada vez sendo mais marcada da nossa sociedade, é infelizmente um facto bem real e para o qual caminhamos de uma forma rápida sem termos em conta as pessoas enquanto pessoas que são e tratando-as somente como números,objectos que conforme existem,poderão deixar de existir sem que os outros se apercebam.
Fazendo um breve resumo da notícia, ao que parece num lar de Madrid em Espanha, dois idosos, utentes desse mesmo lar, terão ficado cerca de 12h esquecidos numa carrinha de transporte, tendo sucumbido ao calor que se fazia sentir.Sentados em cadeiras de rodas, numa carrinha com vidros fumados, sem possibilidade de se manifestarem(talvez por motivos de saúde), acabaram por não resistir a tantas horas de desprezo,esquecimento,negligência de quem os lá deixou.
Numa sociedade que se quer rentável em que só se pensa nos números, o valor humano tem-se perdido para alguns na forma de esquecimento, para muitos outros na pior forma, a do desprezo propositado pelo outro.
Como disse João Gobern, o responsável por este esquecimento fatal, irá viver com este remorso para o resto da vida, mas será que os que desprezam o ser humano propositadamente e com requintes de malvadez sentirão remorsos alguma vez?...
sábado, 19 de junho de 2010
Portugal e o Mundo ficaram mais pobres...

Não poderia deixar passar a oportunidade de prestar uma singela homenagem ao grande Homem que perto dos sessenta resolveu começar a escrever livros e que depressa se tornou num "monstro" literário, sempre crítico, propenso à crítica, irreverente, mas verdadeiro, sincero principalmente para consigo próprio.O meu muito obrigado a Saramago por tudo o que deixou em forma de escrita.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
A classe está REVOLTADA!
Revoltados com o governo, com os sindicatos que se julgam sempre senhores da verdade, mas no fundo só lutam pelos interesses de alguns.Greves adiadas, desconvocadas, manif. de um dia, para quê?É PRECISO LUTAR A SÉRIO, PARALISAÇÕES GERAIS, DEMISSÕES GERAIS.ESTOU CANSADO QUE SINDICALISTAS ME DIGAM QUE NÃO É POSSÍVEL , QUE É MUITO DIFICIL DE O CONSEGUIR.YES WE CAN!SÓ PRECISAMOS DE NOS UNIRMOS E PARTIRMOS PARA A LUTA.SEJAM PROACTIVOS.SOMOS ÚNICOS, LICENCIADOS E A GANHAR A MISÉRIA QUE NOS DÃO?CHEGA!, BASTA!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Responsabilidade e responsabilização...
Medidas de austeridade atrás de medidas de austeridade,têm sido tomadas pelos nossos governantes em conluío com parte da oposição para controlar o défice, as contas públicas e supostamente pôr em ordem várias áreas como seja a administração interna, a defesa, a saúde,...
Sem qualquer sentido de responsabilidade na minha opinião, resolveram cortar em tudo de uma forma cega e pouco sustentada, sem ter em conta que a responsabilidade pelo "caos" financeiro do nosso país é deles e que, embora possa ter sido mais acentuado pela crise financeira europeia (provocada pelos especuladores financeiros e interesses americanos e chineses em enfraquecer a economia europeia para poderem reinar a seu bel prazer), deveu-se a bom dizer na verdade a eles, políticos que se têm governado bem para o seu bolso e verdadeiramente não governaram e desgovernaram o nosso país. Terão sido eles verdadeiramente pessoas responsáveis,sérias, honestas e justas nas medidas tomadas ao longo destes anos de democracia cheio de desigualdades sociais?NÃO!E é aqui que o nosso estado continua a falhar.Em todos nós sente-se um sentimento de impunidade, de falta de RESPONSABILIZAÇÃO dos nossos políticos sobre as medidas mal tomadas, as decisões mal avaliadas, o enriquecimento ilícito de muitos, a progressão num país minado pelas cunhas e pelos empregos dados pelos papás(políticos profissionais) aos meninos ricos e influentes da nossa sociedade, sem qualquer mérito e com isto temos vindo a construir uma sociedade de vícios,sem valores que se mantém cheia de parasitas que vão sugando o que podem e "carregando" mais na classe média sempre que algum problema financeiro surge, aumentando impostos e não poupando nas suas decorações nos gabinetes de luxo, nas suas viagens, nos seus carros topo de gama,...
À sempre excepções, mas cada vez são menos e questiono-me, quando a classe média desaparecer, o que será feito deste país?
É preciso, JUSTIÇA E RESPONSABILIZAÇÃO DOS NOSSOS POLÍTICOS!.E isso é que faz com que não haja competência política.Se começassem a ir para a prisão por medidas tomadas que resultaram em prejuízo para o país, com certeza seriam menos levianos e mais assertivos na hora da tomada de decisões!
Subscrever:
Mensagens (Atom)