quarta-feira, 1 de abril de 2009

LUTEM!!

NÃO desistam de LUTAR pela nossa carreira.O M.S. enviou a nova proposta para o S.E.P./C.N.E.S.E..
LUTEM PELO NOSSO FUTURO.FAÇAM GREVE 2/3 ABRIL.
Como poderão ver abaixo , a nova proposta continua a ser uma afronta à nossa classe por isso,VAMOS À LUTA!

Última horaChegou a Nova Proposta reformulado do Ministério da Saúde, em 31.Março, pelas 19h30Segue a Análise e Apreciação do SEP/CNESE

Análise da Nova Proposta reformulada do Ministério da Saúde, remetida a 31.Março.09 (19h30)

A – Carreira de Enfermagem
1 – Âmbito de aplicação

Mantém: Este Diploma é aplicável:
Aos CTFP e nas Regiões Autónomas – art.º 2
Aos actuais e futuros CITs é aplicável a estrutura de Carreira, o resto das matérias consta de ACT – art.º 3
Aos futuros CITs não é aplicável a Grelha Salarial (remunerações mínimas a fixar em ACT) – art.º 11, n.º 2


2 – Estrutura de Carreira e Desenvolvimento Profissional
A – Categorias: Mantém 2 – art.º 4:
Enfermeiro – Prestação de Cuidados Gerais e Especializados, Formação e Investigação – art.º 6
Enfermeiro Principal – Conteúdo Funcional de Enfermeiro e Coordenação dos Serviços – art.º 7
O Conteúdo funcional indicia que o Governo não pretende aprovar o
MODELO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
tal como foi acordado entre a Ordem dos Enf. e o Ministério da saúde
B – Acesso à Categoria de Enfermeiro Principal – art.º 9
Mantém - Deter o Título de Enf.º Especialista
Novo – Deter 15 anos de exercício profissional

C – Área da Gestão – art.º 14
Nova redacção com o mesmo objectivo:
Os Enfermeiros podem exercer funções de Coordenação, Direcção e Chefia de Unidades Funcionais, Serviços ou Departamentos.
Têm que deter a Categoria de Enfermeiro Principal
De entre os Enfermeiros com a Categoria de Enfermeiro Principal, o CA escolhe alguns para exercerem estas funções. São exercidas em Comissão de Serviço, de 3 anos, renovável. A Remuneração é a fixar em diploma

D – Recrutamento
Mantém: Ingresso e Acesso é por Concurso; O Concurso é a regulamentar em Portaria – art.º 10
Novo – O Período Experimental do CTFP passa de 90 dias (3 M) para 240 dias (8 M) – art.º 15

3 – ESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO SALARIAL– Novo:
Categoria de Enfermeiro: 11 Posições: Vai do Nível 11 (Posição 1 = 995.51) até ao Nível 44 (Posição 11 = 2 694.75)
Categoria de Enf. principal: 5 Posições: Vai do Nível 44 (Posição 1 = 2 694.75) até ao Nível 57 (Posição 5 = 3 364.14) – art.º 12, n.º 1
Novo: O Ingresso é na Posição 2 da Grelha (Nível 15 = 1 201.48) – art.º 10, n.º 4
Mantém: A Progressão é nos termos do Regime Geral (5/5 anos) - art.º 12, n.º 3

4 – Transição para Nova Carreira

A – Transição de Categoria – Novo – art.º 19 e 20:
a) ACTUAIS Enfermeiros, Enfermeiros Graduados e Enfermeiros Especialista
TRANSITAM DE IMEDIATO para a Categoria de Enfermeiro
b) ACTUAIS Enfermeiros SUPERVISORES DO 6.º Escalão
TRANSITAM DE IMEDIATO para a Categoria de Enfermeiro Principal
c) ACTUAIS Enfermeiros Chefes e Supervisores do Escalão 1 ao 5º
Permanecem na actual Carreira
Transitarão para a Categoria de Enfermeiro principal da Nova Carreira quando a sua remuneração atingir o valor da Posição 1 (Nível 44 = 2 694.75)
B – Transição Remuneratória – art.º 21
Mantém: Na Transição para a Nova Carreira, os Enfermeiros MANTÊM o seu ACTUAL vencimento
B – Outros aspectos
1 – Duração e organização do Tempo de Trabalho
Período normal é de 35 horas semanais. A organização do trabalho é por Turnos. Sobre todas as restantes matérias (trabalho extra, horas de qualidade, pagamentos, etc, APLICA-SE o RCTFP) – art.º 13
2 – Formação Profissional
Podem ser autorizadas Licenças (sem perda de remuneração) por um período de 10 dias úteis por ano. Licenças superiores a 10 dias requer autorização do Ministro da Saúde. – art.º 16
3 – Avaliação de Desempenho
Aplica-se o SIADAP com adaptações a negociar. É regulada em ACT ou em Portaria.
APRECIAÇÃO GLOBAL e GENÉRICA DO SEP/CNESE
1 – Mantêm-se as exigências relativamente ao Âmbito de Aplicação
2 – Relativamente à Estrutura de Carreira e Desenvolvimento Profissional
Não há qualquer justificação para a existência duma 2.ª Categoria (Enfermeiro Principal) nos termos em que o MS propõe.
Esta 2.ª Categoria impede o Desenvolvimento Profissional (Só alguns Enfermeiros com o Título de Enf. Especialista é que “acedem” a Enf. Principal – “ganham mais”/face ao Concurso/Vagas) e constitui um “travão” ao desenvolvimento salarial
Só á admissível a existência duma 2.ª Categoria ou Categoria Atípica se:
Enquadrar o exercício das Funções de Gestão
Os Enfermeiros, na Categoria de Enfermeiro, tiverem a possibilidade de atingir o Nível Remuneratório 57 (topo dos Licenciados da Carreira Técnica Superior)
3 – Quanto à Estrutura e Desenvolvimento Salarial
Há melhorias muito pouco significativas.
Para iniciar a negociação, consagrar o nível remuneratório 15 (1 201.48) para Ingresso e o topo da Técnica Superior (nível remuneratório 57) é positivo.
Contudo, continua a constituir um INSULTO e não há qualquer justificação para:
A existência do nível 11 como Posição 1 da Grelha
Que os Enfermeiros, na Categoria de Enfermeiro, NÃO tenham a possibilidade de atingir o nível 57, como os restantes Licenciados da CTSuperior.
É INADMISSÍVEL que as regras de Progressão remuneratória sejam as mesmas do Regime Geral.
4 – Relativamente à Transição
“O MSaúde quanto mais pensa, PIORES SOLUÇÕES apresenta”.
Valorizamos a inerente ideia de não pretender “descategorizar” a área da Gestão. Contudo, a solução não tem qualificação.
É INTOLERÁVEL que, na transição para a nova Carreira, os Enfermeiros não tenham a devida valorização económica inerente à aquisição da Licenciatura (que outros já tiveram).
5 – Quanto aos Outros Aspectos, mantemos as exigências.

quarta-feira, 18 de março de 2009

O país dos desperdícios


Era uma vez um pequeno país que apesar de ser pobre, tudo o que tinha era investido ou em coisas superfluas, ou em coisas pouco prioritárias ou simplesmente mal investido.E assim foi empobrecendo, perdendo empregos, perdendo população, deixando o seu património degradar-se e com isso foi apagando a sua história cheia de glórias de outrora, cheia de venturas e sucessos.Perdeu o espírito de solidariedade, o espirito de empreeendorismo, a atitude vencedora e as decisões acertadas nos momentos certos.Foi desaparecendo e por fim extinguiu-se, sem história, sem ruínas para qualquer arqueólogo do futuro investigar.

Esta pequena introdução serviu apenas para falar no tema que hoje escolhi.Os nossos museus.Porquê? Porque todos eles são parte constituinte da nossa história e descrevem um povo, as suas tradições, o seu passado, o seu legado,...No entanto são o espelho do nosso país real.Ouvi hoje no rádio que o actual museu dos Coches iria ter nova casa-custo total da obra - +/-30 milhões de euros.Ficaria satisfeito se fosse um espaço a precisar de arranjos e melhorias, no entanto segundo consta será dos museus que se encontra em melhor estado.

É VERDADE, há museus neste momento em situações graves como o museu do azulejo, entre outros e o estado? Mais uma enésima vez, canaliza as verbas erradamente.Dá que pensar, o que é que os nossos governantes andam a fazer? Será que não vêem o mesmo que os outros comuns dos mortais?julgo que NÃO!
HAJA PESSOAS QUE AINDA VÃO ERGUENDO A SUA VOZ (ver link anexo)

sexta-feira, 13 de março de 2009

O caos no Serviço Nacional de Saúde...

Fizeram-se muitas reformas ultimamente.Desde que acharam que o S.N.S., era uma máquina muito pesada, despesista, com instalações e urgências a mais para tão poucos doentes, resolveram cortar o mal pela raiz.
Começaram lentamente a encerrar SAP de Centros de Saúde, urgências de hospitais a reduzir lotações para internamentos, a fazer contratos com menos custos de aquisição de material para consumo nas unidades de saúde de qualidade duvidosa e reduziram os profissionais ou mantiveram os mesmos para um aumento de afluência de utentes aos hospitais centrais.

Trabalho num hospital central, e tenho a noção que desde os administradores, os directores ao ministério da saúde, TODOS eles percebem menos de gestão do que eu, um "mero" Enfermeiro, senão vejamos:

  • Ao fazerem o reajuste dos SAP e das urgências dos pequenos hospitais, será que não pensaram que os Hospitais centrais, de uma maneira geral apresentavam sinais de ruptura, que o nº de profissionais/nº de doentes admitidos, seriam insuficientes para corresponder à solicitação pedida/necessária.

  • Os internamentos nos Hospitais centrais de pessoas com diagnósticos menos graves aumentou.

  • Na deslocalização dos familiares desses doentes para visitarem os mesmos e por conseguinte diminuição da sua produtividade nos seus empregos(para o país) dado o tempo dispêndido para a atenção devida aos seus familiares.

  • Na falta de vagas para internar os doentes e por conseguinte uma tentativa de distribuição dos doentes pelas vagas existentes no Hospital e não tendo o cuidado de internar pelas especialidades médicas, com consequências visiveis no dia a dia. Um qualquer leigo da área da saúde perceberá que um doente de foro cirurgico, não deverá estar ao pé de um doente com uma infecção respiratória, pelo risco de infecção da ferida cirurgica com consequente atraso na sua alta e aumento dos custos de internamento.

  • As comissões de escolha de materiais, nem sequer é constituida pelas pessoas que usam os mesmos, sendo escolhidos somente no preço, sem pensar na qualidade,durabilidade e sem saberem por exemplo que um profissional que use luvas de latex de baixo preço mas que estas se rasguem com frequência, terá que gastar outro par de luvas, e mais outro se for preciso.

  • Poder-se-ia poupar, poderia ter sido estruturado de outra forma o fecho de algumas unidades de saúde adaptando-as e utilizando-as para unidades de cuidados paliativos, convalescença de retaguarda aproveitando os espaços desopcupados.

....... E muitas mais ideias teria eu para economizar sem diminuir a qualidade dos cuidados prestados a todos.

PENSO QUE QUALQUER GESTOR NÃO GOSTARIA QUE UM ENFERMEIRO FIZESSE ERRADAMENTE UM PROCEDIMENTO, QUE O PREJUDICASSE.EU TAMBÉM NÃO GOSTO!




Gostaria de deixar expresso a minha desilusão pela manifestação de Enfermagem que hoje decorreu em Lisboa.Não pelos colegas que não foram contribuindo para uma manifestação residual, mas para as razões que penso terem afastado muitos Enfermeiros da vontade de fazer qualquer protesto.

Julgo que foi muito mal explorado pelo SEP ou mal organizado em prol da grande manifestação da CGTP.Penso que foi um grave erro misturar as coisas.

Pergunto eu, qual foi a projecção que teve a manifestação de Enfermagem nos meios de comunicação social? NENHUMA!

Quantos colegas adeririam caso a manifestação não ocorresse no mesmo dia da Manif. da CGTP? MUITOS MAIS DOS QUE ESTIVERAM HOJE.

Penso que devemos unir forças, mas para isso é preciso sermos autónomos, é preciso pensarmos que somos uma força com capacidade de mobilização.

Ontem nos Açores juntaram-se cerca de 150 Enfermeiros em manifestação, contra as politicas desprestigiantes para a nossa classse.

http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/181364

Se tivesse sido ontem, quantos Enfermeiros teríamos reunido para a maifestação em frente ao M.Saúde?

Demarquemo-nos dos outros e lutemos pela nossa profissão a uma só voz!!!

sábado, 7 de março de 2009

Eurodeputados irão ser aumentados!?


Será que os nossos governantes europeus continuam a pensar nos tempos do capitalismo, nos tempos em que crise económica era uma palavra vaga?, INEXISTENTE.

Li nas notícias que os coitados dos deputados europeus ganham tão pouco que a comissão europeia propõe o aumento dos seus míseros ordenados de 3800 euros para 7600 euros.Leram bem,parece que os querem aumentar em 100%.

Não consigo entender, o que é que se passa? Não estamos todos em crise?, não congelam salários,progressões a todos os trabalhadores.Recordei-me agora que eles com certeza não se consideram trabalhadores, daí o aumento!!.ESTÁ MAIS QUE JUSTIFICADO ;(

Eu já escrevi...




Como devem imaginar, numa época em que o digital e a forma de cominicar cada vez avança mais, mais podemos fazer para chegarmos à atenção dos nossos governantes,media sobre os problemas que afectam a classe de ENFERMAGEM.É preciso que todos nós mandemos mails para a Presidência da República, Ministério da Saúde, RTP,SIC,TVI,...todos os que possam ser alertados para o tratamento desigual dado aos Enfermeiros, todos os que possam saber que não aceitamos tratamentos injustos e que estamos presentes para LUTAR.


A UNIÃO FAZ A FORÇA

quinta-feira, 5 de março de 2009

FORÇA


É aquilo que precisamos e penso que teremos para continuarmos a lutar. Sim! mais uma vez a Ministra julga que os Enfermeiros não têm direitos iguais aos restantes licensiados da administração pública, e continua a não nos querer pôr salarialmente ao mesmo nível de outras licenciaturas.É tempo de lutarmos e por isso apelo a todos os colegas que queiram que a profissão continue a existir e que a Enfermagem possa afirmar-se na sociedade, vão à manifestação, vivam das vossas poupanças em dia de greve, mas demonstrem que temos força e que sem nós a saúde no país pára com as consequências que se podem imaginar.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Manifestação!


Dia 14 de Março apelo a todos os Enfermeiros inconformados do nosso país, para a formação da maior manifestação de Enfermagem junto do ministério da saúde.

O SEP tem transporte gratuito mediante reserva até dia 10.

DEMONSTRA O TEU DESAGRADO COM O TRATAMENTO DADO À NOSSA CLASSE, UNAMOS AS NOSSAS VOZES.