Um blogue de Enfermagem, mas também pela justiça social e contra as desigualdades neste país
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
domingo, 28 de junho de 2015
Será a Grécia o fim , ou o princípio de uma Europa Solidária
Na minha opinião a Grécia representa uma diferente forma de ver os diversos problemas criados ao longo dos anos pelas entidades bancárias e que atingiram as economias mais frágeis da Europa, nomeadamente a Grécia e disfarçadamente Portugal através dos media e dos lídferes Europeus e FMI que tentam a todo o custo demonstrar o sucesso de um programa de austeridade falhado que manteve a dívida, aumentou o défice, o desemprego, os impostos,a carga horária de trabalho, a classe pobre e diminuiu salários, pensões regalias do trabalhador comum como dias de férias por mérito, feriados mantendo as grandes regalias do politico e beneficiando bancos e grandes empresas com reduções de impostos.
Os Gregos demonstram a mudança de paradigma que tem operado na Europa e daqui por uns dias veremos a sua verdadeira força se o NÃO ao referendo pelas medidas impostas pela Troika ganhar.
Para já vemos Europeus incomodados, mercados preparados para afundar Portugal seguindo-se depois a Espanha,Itália e outros, sucessivamente acabando com a UE mais rápido do que seria de esperar.Os EUA apelam ao país mais forte do Euro para não deixar cair a Grécia, ou não fossem eles os mais interessados em manter a Europa submissa ao que a economia norte americana vai mandando.
domingo, 7 de dezembro de 2014
Bem...Chegou mais um texto!
Após reflexão e incentivo de um novo amigo, senti-me tentado em voltar a escrever textos no meu blog.Passaram quase 3 anos desde o último texto e ao relê-los, sinto que continuam actuais, como se o tempo tivesse parado e o país de há 3 anos não se tivesse modificado.Muito se passou , infelizmente para pior e o país continua a mergulhar profundamente num sentimento de revolta, desmotivação, desconfiança nos políticos deste país e da Europa tão solidária que tem discursos que vão desde a ministra da Saúde da Lituânia a incentivar a eutanásia perante os pobres que não tenham dinheiro para os seus cuidados de saúde, como o município de marselha em França o país da Igualité,Fraternité e Liberté a marcar os sem abrigo como se fossem gado ou como faziam os Nazis na II Guerra Mundial com um triangulo amarelo na lapela.
A Europa, ou melhor os Europeus, irão permitir que alguns tecnocratas, neoliberais, promotores do capitalismo continuem a amordaçar quem somente quer viver, criar, envelhecer e morrer com dignidade...
A Europa, ou melhor os Europeus, irão permitir que alguns tecnocratas, neoliberais, promotores do capitalismo continuem a amordaçar quem somente quer viver, criar, envelhecer e morrer com dignidade...
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Tocando na ferida crónica que afeta o País...
Eis um artigo de opinião, em português por alguém que não é português mas que por cá viveu muitos anos e por isso consegue ter uma visão realista, a roçar a perfeição do que tem acontecido desde a revolução dos cravos.É preciso mudarmos mentalidades, mas para isso talvez passe primeiro por impor novas regras, como uma nova constituição que responsabilize quem ROUBA!Portugal e os Portugueses!
"Pacífico, popular, poderoso. Portugal explode em fúria contra o Governo, a Troika e as suas políticas nojentas que tiraram as oportunidades de toda uma geração, que empobreceram todo o povo português, que deixaram os pensionistas destituídos. A fúria fervilhando nas ruas de Lisboa é tangível.
Mas não é apenas em Lisboa, está em cerca de 40 cidades de Portugal, de norte a sul, de leste a oeste, do litoral para o interior e o ambiente é comum a todos: a fúria causada pelas condições deploráveis dos portugueses veio para a rua, uma fúria e um desespero contra e com a situação dos jovens de Portugal, uma fúria perante os pensionistas serem reduzidos abaixo dos níveis de pobreza aos que estavam acostumados, para níveis de miséria absoluta, uma fúria contra as medidas de austeridade anunciadas gota a gota, tornando-se cada vez mais absurdas... a cada dia.
Centenas de milhares de pessoas...há quem diga um milhão (nos EUA seria equivalente a 30 milhões de pessoas, na China, 300 milhões) foram às ruas hoje em Portugal. Em Aveiro, um jovem tentou atear fogo a si mesmo.
O primeiro-ministro, Pedro Coelho, perdeu o país - não surpreende, porque o valor constante na equação de um governo PSD é a ruptura social, que geralmente ocorre após dois anos do mandato. Pedro Coelho conseguiu isso depois de apenas um ano. Parabéns. Nada de surpreendente, realmente, o PSD sempre foi o partido que se rasteja pelas pernas dos seus mestres na Europa, tentando ser um "bom aluno" e recebendo tapinhas nas costas cada vez que ela seguiu as ordens. Lixando os portugueses, é claro.
Este é o partido do Presidente português ilustre, o Sr. Aníbal Silva, cujo governo PSD estava no poder de 1985 a 1995, a década após a adesão de Portugal ao projecto europeu, o partido que obedientemente ronronou como um gato quando foi informadoo que estava fazendo bem. Fazendo bem? Sim, a vender as pescas de Portugal, vendendo a indústria de Portugal, a vender a agricultura de Portugal, seus principais empregadores, deixando ... serviços.
Serviços? Sim, os serviços. Um país de garçons. "Oi! Diego, me traga outra cerveja, 'porra'!" "Sim, senhor! Desculpe senhor". "Oi, você! Por quê o peixe aqui está diferente do que está lá em casa?" Desculpe senhor, nós vamos tentar fazer que o peixe português tenha o mesmo sabor que tem no resto da Europa. Desculpe que o gosto seja diferente".
Exatamente. Subserviência e servilismo. Este é o legado de um ano de governo PSD, mais uma vez, lembe-botas dos seus amos lá fora. Desta vez é ainda pior, o FMI está envolvido e quando isso acontece, você está ferrado. As imposições que fizeram em Portugal são desumanas.
Querem lá saber, acho eu, o Primeiro-Ministro, o Governo, nem a maioria dos membros do Parlamento Português, exceto aqueles pertencentes a apenas dois grupos que nunca tiveram a hipótese de governar, ou seja, a CDU (coligação dos Comunistas e Verdes) e Bloco de Esquerda.
Eles não têm idéia sobre como é estar desempregado, porque, em muitos casos, eles nunca fizeram um dia de trabalho nas suas vidas miseráveis, eles não têm idéia de como é conciliar as despesas para pagar os custos absurdos de serviços públicos e de transporte que em qualquer país civilizado seria indexado aos salários, eles não têm idéia de como é fazer compras e colocar comida na mesa, porque nas suas casas, é uma empregada brasileira, uma cabo-verdiana ou uma ucraniana quem cuida disso.
Eles não têm idéia como é viver com uma pensão miserável de algumas centenas de euros e ter que pagar os custos crescentes de medicamentos. Nas farmácias, o trabalho de muitos farmacêuticos é ajudar os aposentados escolherem qual a lista de medicamentos que eles vendem porque não podem pagar o restante.
Eles não têm idéia de como é ver um senhor de idade, que já tinha uma posição digna, e no Estado Português, chorando no meio da rua com dor, dizendo: "Eu tenho uma pensão muito pequena, este Governo está roubando, eu tenho uma dor terrível e eu não posso pagar o tratamento ".
Eles não têm idéia de como é ter que trabalhar de sol a sol no campo, cavando, capina e plantio, coluna curvada, seis dias por semana, para ganhar a vida, porque a pensão desaparece nas contas de eletricidade e de gás.
No entanto, sem saberem porra nenhuma, eles implementam um aumento da contribuição para a segurança social de 11 para 18 por cento. Eles fazem alguma idéia sobre o que isso significa para a família média? Eles têm alguma idéia de quantas famílias estão prestes a cair pelo precipício? A resposta é não, e a resposta é que não se poderiam importar menos.
Qualquer pessoa que já viveu em Portugal sabe disso. A administração pública em Portugal, desde o nível nacional ao nível regional ao nível local, com raras exceções, é composta por um bando de traidores que vêem o serviço público como uma forma de enriquecerem.
Se não fosse, então por quê vender ativos de Portugal em troca de um
tapinha nas costas como cães servis, por quê destruir os empregos para os
filhos de Portugal a jusante, por quê lhes impõem o Euro em Portugal, sem fazer
nada, enquanto os preços dobraram e triplicaram, por quê eles insistem em
políticas de baixos salários e preços elevados, por quê eles não indexaram os
preços de serviços públicos e transportes, aos ordenados? Para não falarmos de
pensões.
Porque coletivamente, eles são um bando de ..... e merecem ... Que os leitores preencham os espaços.
Dito isto, os portugueses estão dignos demais, para fazerem isso. O escritor e poeta Miguel Torga disse: "É um fenômeno estranho, o país ergue-se indignado, o povo moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão".
O povo português não vai, e não deve, levantar-se em violência. O que eles deveriam fazer, porém, é tomar nota dos governos no poder nas últimas quatro décadas e garantir que eles nunca, nunca voltem para lá outra vez. O que eles deveriam fazer é criar uma plataforma cívica que tem acesso às finanças públicas e verificá-las los com um pente muito fino, tornando cada passo de governação transparente, publicado diariamente para todos verem.
O que eles deveriam fazer é criar um novo Departamento de Justiça, investigar todos aqueles em todas as posições do governo desde o nivel nacional ao nível local, a partir de 1974, julgar sumariamente os que são suspeitos de atividades criminosas, se forem culpados, retira-los todos os seus bense jogá-los na cadeia - como um prisioneiro comum, não daqueles prisões privilegiados para merdas e advogados - e criar um Ministério da Justiça, de que as pessoas podem se orgulhar. Você quebra a lei, você paga as conseqüências.
O que eles deveriam fazer é limpar os lobbies que bloqueiam o país, limpar a porcaria que infesta o Parlamento e substituí-la por patriotas, implementar políticas que forçam os bancos a fazer o que deveriam fazer (emprestar dinheiro), ou então nacionalizá-los, respeitar os pensionistas , respeitar as pessoas do campo e respeitar a juventude, para não mencionar a classe média, já pobre.
O que eles deveriam fazer é dizer à Troika para sair o mais rápidamente possível. Se querem mandar aqui, dêem salários europeus."
Porque coletivamente, eles são um bando de ..... e merecem ... Que os leitores preencham os espaços.
Dito isto, os portugueses estão dignos demais, para fazerem isso. O escritor e poeta Miguel Torga disse: "É um fenômeno estranho, o país ergue-se indignado, o povo moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão".
O povo português não vai, e não deve, levantar-se em violência. O que eles deveriam fazer, porém, é tomar nota dos governos no poder nas últimas quatro décadas e garantir que eles nunca, nunca voltem para lá outra vez. O que eles deveriam fazer é criar uma plataforma cívica que tem acesso às finanças públicas e verificá-las los com um pente muito fino, tornando cada passo de governação transparente, publicado diariamente para todos verem.
O que eles deveriam fazer é criar um novo Departamento de Justiça, investigar todos aqueles em todas as posições do governo desde o nivel nacional ao nível local, a partir de 1974, julgar sumariamente os que são suspeitos de atividades criminosas, se forem culpados, retira-los todos os seus bense jogá-los na cadeia - como um prisioneiro comum, não daqueles prisões privilegiados para merdas e advogados - e criar um Ministério da Justiça, de que as pessoas podem se orgulhar. Você quebra a lei, você paga as conseqüências.
O que eles deveriam fazer é limpar os lobbies que bloqueiam o país, limpar a porcaria que infesta o Parlamento e substituí-la por patriotas, implementar políticas que forçam os bancos a fazer o que deveriam fazer (emprestar dinheiro), ou então nacionalizá-los, respeitar os pensionistas , respeitar as pessoas do campo e respeitar a juventude, para não mencionar a classe média, já pobre.
O que eles deveriam fazer é dizer à Troika para sair o mais rápidamente possível. Se querem mandar aqui, dêem salários europeus."
Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru
sábado, 15 de setembro de 2012
TEMOS QUE NOS FAZER OUVIR...
Hoje será mais um dia de luta para o qual devemos participar da melhor forma possivel quer através de manifestações, quer através de outros meios, para quem não poderá acompanhar as mesmas pelos seus mais variados motivos.Por motivos profissionais não me é possivel juntar-me aos milhares de portugueses que hoje irão a Lisboa dizer BASTA! ,a estas politicas asfixiantes que nos vão causando dissabores de cada vez que o Sr Passos fala ao país.Esta espiral recessiva que só não vê quem não quer,está bem, é egoista e pouco se preocupa com o país e as pessoas que sobrevivem a esta tempestade sem fim à vista, e com um meteorologista que teima em trocar de óculos e por essa razão não vê a depressão que se abate pelo país com ventos ciclónicos de impostos.Na realidade muita gente diz e comenta, não se pode fazer nada, é o destino, não há outro caminho.ERRADO!Totalmente errado e desenraizado da verdade.Na pura das verdades, existem alternativas, no entanto aos partidos que nos últimos anos têm estado no poder, essa verdade não lhes convém.Tudo o que está em causa são despesas feitas com a imensidão de pessoas ligadas às diversas máquinas partidárias e que ganham enormidades em salários,subvenções,ajudas de custo e afins, olhando somente para os amigos e compadres e sem principio de estado, de igualdade ou equidade entre todos os que cá vivem neste pedaço de Europa fragmentada por ideias neoliberais,economicistas em que as pessoas são somente peões que se mexem daqui para ali a seu bel prazer, de acordo com o objectivo traçado.
É preciso que se mude, que sejamos ouvidos, por isso faço um apelo para que todos nós nos insurjamos sem medo ou subjugação a estas medidas de destruição massiça, pensando a longo prazo.É tempo de os nossos politicos serem RESPONSABILIZADOS CRIMINALMENTE PELOS SEUS CRIMES!
domingo, 9 de setembro de 2012
Guerra é o que eles querem?Aqui a têm..
Se era guerra que queriam então após muito silêncio neste blog,não por concordar com as politicas do atual governo,mas sim por falta de tempo, venho por este meio de combate, informar o governo e todos os que o apoiam que estarei contra todas as medidas neoliberais,injustas de desigualdade e atentado a todas as pessoas que trabalham para viver neste país e terem alguma "coisa".
CHEGA DE GOVERNANTES QUE NÃO NOS DEFENDAM,PIORES AINDA QUE AQUELES QUE O PRECEDERAM O SR .Passos, ganhou um INIMIGO!POR TODOS OS MEIOS AO MEU ALCANCE IREI LUTAR!JUNTOS VENCEREMOS!
CHEGA DE GOVERNANTES QUE NÃO NOS DEFENDAM,PIORES AINDA QUE AQUELES QUE O PRECEDERAM O SR .Passos, ganhou um INIMIGO!POR TODOS OS MEIOS AO MEU ALCANCE IREI LUTAR!JUNTOS VENCEREMOS!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
A europa anda grega...
Grega de falta de visão que não seja uma visão economicista, virada para os grandes capitais e pouco interessada nas pessoas que vivem nesta união europeia formada por castas, onde os gregos, nós e mais uns poucos lutam por um bocado de pão que terá que ser pago com muita farinha.
As pessoas ao contrário do dinheiro(conforme anunciam diariamente nos media), é que definem o seu futuro.Mais cedo ou mais tarde não haverá ratings, mas sim mudanças profundas na europa que irão deixar marcas em todas as gerações que vivem nos dias de hoje e nos anos vindouros.Mudanças que poderão passar por manifestações mais violentas ou mesmo situações de guerra iminente.
Toda a europa ficou perplexa com o referendo pedido pelo primeiro ministro grego à sua população para pôr em pratica as novas medidas de austeridade, no entanto, não será de estranhar uma vez que segundo consta, um golpe militar poderia estar a ser preparado(terão sido substituidas hoje, as chefias militares gregas).A revolução contra o capitalismo e nomeadamente contra a alemanha e sua atitude de sobranceria está a crescer de dia para dia e eu agora pergunto, se naõ tivesse emprego, dinheiro, perspectivas de futuro e tivesse fome, o que estaria disposto a fazer para contrariar essa tendência?
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Cortes e mais cortes.Advinhem em quem...
É impressionante, nestes três meses de desgovernação sociale humana,parece haver rumo certo e velocidade cruzeiro no controle de despesas,na busca de receitas extras, pela expoliação permanente do comum português.Sim porque as transações em bolsa,as off shore continuam a bulir a todo o gás sem sentirem a crise.Os grandes grupos económicos,os ricos continuam sem sentir o peso da crise.O aumento do IVA, só prejudica quem ganha pouco ou quem ganha com seu trabalho ao ver reduzir os clientes ao mesmo tempo que se vê obrigado a aumentar os custos dos seus produtos devido ao aumento de impostos.
O pior ainda está para vir dizem eles, no entanto vem referido na revista sábado(salvo erro) que desde que iniciaram governação o português paga em média mais 870 euros em impostos e que de 9/9 dias sobem impostos.Vem aí uma autêntica hecatombe!!!
Se calhar o despesismo dos nossos politicos é que deveria ser criminalizado.Na Islândia o primeiro ministro arrisca uma pena de prisão por ter levado o país a uma bancarrota.
O ministério da Saúde na realidade tem um excelente economista mas será que se esqueceram que economia da saúde é diferente de economia pura e crua?É uma área extremamente sensível com um atingimento social elevado e com repercussões graves para todos os beneficiários do SNS.Enfim, poderia escrever uma lista infindável de medidas antisociais, mas para isso teria que ficar a tarde toda a escrever e tenho que ir trabalhar para ganhar sustento para os meus e para os outros...
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Os tumultos no reino unido...
...Mais não representam do que problemas sociais à muito tempo mal resolvidos por governos sucessivos, não só do reino unido mas também de outros países europeus, nomeadamente Portugal.É impressionante, assustador e motivo para reflexão, o que assistimos na televisão nos últimos dias sobre os saques,violência, incêndios,... em Inglaterra, mas penso que devemos ver mais além, porque é que agem assim? será só pelo erro da policia, na morte errada de uma pessoa?ou será pelos problemas sociais em que vivem?Nada justifica a violência e há pessoas que a aproveitam em seu próprio beneficio, no entanto penso que devemos refletir sobre o que tem levado as sociedades a ter de tempos a tempos situações de violência.Estamos perante uma panela de pressão que por enquanto vai tendo uma válvula para libertar alguma da pressão contida pela repressão social,económica, tirando empregos todos os dias,criando subsidiodependentes em vez de apostar em criar empregos e dar meios de obtenção de formação adequada, reprimindo através de impostos cada vez mais altos, levando as pessoas a ficarem sem futuro, sem dinheiro e assistirem diariamente a lucros imensos dos bancos, das offshores, das grandes empresas de capital duvidoso, a conviverem com o luxo dos nossos governantes, administradores de empresas com salários surreais.
Uma panela de pressão sem válvula ao lume explode.O que acontecerá quando se perder a válvula da nossa sociedade a arder em lume lento?
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Seremos recordistas do esquecimento...?
O nosso país atravessa grave crise financeira com diversas causas para a mesma, desde os problemas com que se debatem as economias europeias,americanas e japonesas que nos vão afectando como país habituado a estar dependente do "vento" dos outros, a causas internas de despesismos errados, mal direcionados, exagerados, inexplicáveis em muitas situações e que vão emagrecendo ainda mais o país de todos os portugueses, mas explorado pelos politicos profissionais,empresários sem escrúpulos, só pela ânsia desmedida de ganhar e enriquecerem desmesuradamente, deixando o país mais pobre, com uma população mais pobre.
O que não posso deixar de notar, é que os portugueses têm o dom de se esquecerem das "porraditas" que vão levando ao longo dos anos com impostos,desemprego,baixos rendimentos,...que os nossos politicos do P.S. e P.S.D. vão assumindo enquanto governantes do nosso país.
Entristece-me profundamente, verificar que o P.S.D. seprepara para ganhar estas eleições.As pessoas têm a chamada memória curta e esquecem que eles já por lá passaram e não foram brilhantes.Longe disso, desde beneficios aos mais ricos, desde a empatia com o Dr Alberto joão no despesimo exurbitante na ilha da madeira, a impostos sobre as pessoas, privatizações em catadupa,...
As pessoas deste país(de uma forma geral), continuam a viver uma fantasia, julgando que tanto uns(P.S.) como outros(P.S.D. e C.D.S. logo atrás) são sempre capazes de resolver alguma coisa.No entanto se refletir-mos nos seus mandatos,poderemos verificar que andam nisto há muitos anos!Ou estão no governo, desgovernando o país a seu bel prazer, ou se estão na oposição sendo logo colocados em cargos de gestão de grandes empresas sejam elas públicas ou privadas auferindo ordenados das arábias.
Depois de 5 de junho teremos novo governo, mas o povo continuará a sofrer na pele as mesmas politicas até ao dia em que as pessoas dirão BASTA!Até lá façam mais uns furos no cinto porque os que ele tem já não irão chegar para dieta tão magra!
terça-feira, 19 de abril de 2011
A pura verdade...
Tendo em conta o que se vai passando neste país, com troikas,governos em gestão,partidos em luta de poder e protagonismo, ainda vão existindo pequenas lufadas de ar fresco que vão reanimando a minha esperança, no reconhecimento justo da nossa profissão permitindo-me sonhar por breves momentos numa sociedade em que os Enfermeiros tenham um papel igual a tantas outras classes que ao longo dos anos têm usurpado tudo o que de bom existe na saúde, remetendo-nos a um lugar para o qual me recusarei sempre a ir...Miguel Portas, falou da sua experiência enquanto doente internado num hospital e da noção errada que tinha da nossa profissão.Não posso deixar de dizer que o problema passa por aí, a nossa profissão só é vista por aqueles que passam pelas instituições de saúde num qualquer momento da sua vida e são confrontados com o papel da Enfermagem na melhoria do seu estado de saúde.O melhor agradecimento que eu costumo pedir a um qualquer doente que passa pelas minhas mãos e diz não saber a forma de agradecer os cuidados de Enfermagem, é somente a divulgação da nossa profissão e do nosso papel na melhoria da sua saúde.Só peço reconhecimento e divulgação.
Deixo-vos com o link do vídeo de um excerto da entrevista a Miguel Portas no programa do Herman 2011...
domingo, 13 de março de 2011
Geração à rasca...

Ou todos os portugueses à rasca?ou, quase todos!(à sempre excepções vindas do campo politico,ligadas a ele ou próximos a ele que escapam a qualquer crise e ainda conseguem lucrar mais com a dita crise).Mais correctamente dizendo, o português comum, aquele que estuda, trabalha para estudar, trabalha para se, e sustentar a sua familia, faz contas e maneiras de cortar para se ir mantendo à tona de água sem ir ao fundo agarrado à âncora dos PEC`S ou de qualquer outra ideia que venha de um gabinete da assembleia da república para reduzirmos o magro ordenado em que nos equilibramos, de forma mais audaz que um trapezista de um qualquer circo, mais pintados que os verdadeiros palhaços e com um público que se reúne em forma de tribuna para assistir a esta tragicomédia(conforme a perspectiva).
Devo saudar e dar os parabens aos portugueses que de forma ordeira,cívica e civilizada participaram ontem nas diversas manifestações que decorreram pelo país e também fora dele(cerca de setenta pessoas manifestaram-se em barcelona,frente ao consulado português), no entanto não posso deixar de recordar que, não foi só este governo que contribuiu para a situação dramática que se vive no nosso país.Muitos governantes anteriores, tanto da esquerda como da direita têm contribuído com muitas medidas tomadas ao longo de anos.O Presidente da República, Anibal Cavaco Silva, hoje crítico demagogo das medidas de austeridade, também foi parte activa de um processo que se tem vindo a arrastar.O verdadeiro problema é que o politico sabe que, em poucos anos se esquece as asneiras que se fizeram, porque a impunidade é fácil para o politico, mas mais difícil para aquele que rouba para comer
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Os americanos submergem-nos...

A grande maioria das vezes quando falamos em armas,armamento,guerra, os norteamericanos estão sempre envolvidos e normalmente pela pior maneira, seja por políticas desastrosas de apoio a ditadores,regimes totalitários, prosemitas em que o grande objectivo é dominar,explorar, enriquecer, seja pela despreocupação com os direitos humanos quando falamos de crescimento da economia norteamericana à custa de vidas humanas.No entanto por vezes há aqueles do país de George Washington que dizem umas verdades do nosso quintal no cantinho da europa.Um deles foi o Embaixador Norteamericano que segundo um telegrama de 2008 publicado no semanário Expresso, critica a atitude dos nossos governantes no processo de aquisição dos submarinos topo de gama da nossa marinha.
Não poderia estar mais de acordo, somos um país que tem a mania que inova, que julga que ainda está no tempo das descobertas e continua a esquecer que deve zelar pelo bocado de terra onde vive, na ponta da europa e pelo seu espaço maritimo imenso que o rodeia e supostamente o deveria controlar.Não sei precisar, mas com toda a certeza os submarinos adquiridos dariam para equipar a nossa marinha com mais barcos patrulha que controlassem, não só o tráfico de droga, mas também todo o nosso património aquífero e arqueológico que se perde para outros que entram em águas territoriais portuguesas como quem vai ao café tomar uma bica.
Diz o embaixador que sofremos de complexo de inferioridade relativamente aos restantes parceiros da NATO e que esta aquisição versou somente mostrar aos nossos aliados que também temos poder bélico de "ponta", no entanto não temos sistemas de misseis que nos protejam e aos nossos submarinos em caso de algum confronto armado.É só para inglês ver.
Somos um país de aparências e não conseguimos ver as reais necessidades, mantemo-nos com a mania das grandezas, desde estádios em quantidade e tamanho desproporcional(quase sempre vazios), TGV´s para agradar a uns poucos, ubmarinos Xpto´s, carros blindados de apoio a cimeiras caras e desenquadradas das nossas possibilidades e outras obras e materiais, como o Metro Mondego, o reforço das patrulhas costeiras, a melhoria dos materiais/recursos humanos da nossa policia,... ficam por fazer, são adiados por tempo indeterminado.
Haja um norteamericano que diga as verdades que muitos portugueses sabem, mas uns quantos continuam a ignorar e a dar azo ao seu complexo de inferioridade...continuando a deixar-nos afundar aos poucos.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Canção de intervenção...
Felizmente, vão aparecendo grupos musicais que não ficam indiferentes ao que se vai passando no nosso país, cheio de contrastes em que muito poucos ganham milhões e uns milhões ganham tostões, em que os jovens sobrevivem e só pensam em emigrar para poderem ter um pouco de qualidade de vida.
Esta canção de intervenção lançada na digressão nacional dos Deolinda irá ser editada no futuro e com certeza não será esquecida por quem vai vendo o marasmo deste país.Aqui vos deixo a letra para poderem lê-la e relê-la vezes sem fim ...
Que parva que eu sou
Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
Esta canção de intervenção lançada na digressão nacional dos Deolinda irá ser editada no futuro e com certeza não será esquecida por quem vai vendo o marasmo deste país.Aqui vos deixo a letra para poderem lê-la e relê-la vezes sem fim ...
Que parva que eu sou
Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
E o candidato eleito para presidente será...

A ABSTENÇÃO!.Não tenho quaisquer dúvidas.Infelizmente não poderá ser eleita, mas será essa a realidade. A verdade é que estou convencido que irá aumentar e atingirá valores recorde. Seguir-se-ão horas e mais horas de debate, sobre as causas, razões da abstenção no nosso país que estão mais do que identificadas, mas continuam a não ter a atenção devida dos nossos politicos que continuam cegos,surdos mas infelizmente não ficam mudos e demagogicamente continuam a usar a voz para tentar cativar aqueles que já não são cativáveis, porque pura e simplesmente, já não acreditam, e vivem o quotidiano de mais umas eleições que lhes vai passando ao lado e se vão preocupando nos reajustes da sua vida para lidarem com mais impostos para pagar o que outros não souberam poupar, mas souberam e bem arrecadar ao longo de anos de carreira politica.Se haverá ainda quem possa acreditar nos politicos do nosso país, ou chegou agora ao país e nunca soube o passado de mentira dos nossos politicos, ou sofre de Alzheimer e esquece as promessas adiadas, os actos não cumpridos e o delapidamento sucessivo dos bens públicos em prol de interesses pessoais.Eu pessoalmente, embora compreenda, não o irei fazer.O voto em branco serve-me melhor como modo de protesto contra anos de politicas inexistentes pela procura do desenvolvimento, pela evolução, pelo crescimento, pela prosperidade,pela justiça,pela igualdade,pela verdade.No Domingo lá estarei para dizer que nenhum me serve...
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Os meandros do poder...

Gostava de dissertar,imaginar,viajar um pouco, pensar e fazer pensar quem não pensou nisto ou ousou pensar mas não ousou dizê-lo.
O nosso país é muito pequeno para o Mundo , no entanto estamos sempre nas bocas dele.Nunca ou quase nunca pelos melhores motivos, sejam eles a crise, o desvio de dinheiros, o atraso, o suburdinado aos mais fortes, o conformado.
Já se deram conta dos acontecimentos recentes sobre a wikileaks e as suas revelações mais ou menos bombásticas sobre assuntos da diplomacia norteamericana e relações com outros países.Houve logo movimentos de países, chefes de estado e interesses americanos, em calar a divulgação fosse por acusação ao líder da wikileaks por suposta violação de alguém(reflictam um pouco e pensem, porquê agora?), fosse por encerramento de contas bancárias da referida empresa, patrocínios,guerra informática,...
Portugal aparece na linha da frente com viagens para guantanamo, relações estranhas de bancos com governos alheios que nos dão a perceber que muita coisa se passa longe da vista dos portugueses, com o conluio dos nossos governantes, encapotamento e mentira constante.
Isto é somente a ponta de um iceberg, muito maior do que qualquer pessoa julgaria.
Vi um filme ontem de Roman Polanski que dá para fazermos uma analogia com o que se tem passado nos últimos tempos e que nos pôe a pensar.De título "O escritor fantasma", faz ligações da CIA com o governo britânico e as politicas seguidistas...
Deixo aqui o meu conselho, sejam proactivos e atentos ao que se passa e vai passando.Pessoas informadas são menos fácilmente enganadas.Eu já me informei e estou a informar, o resto é convosco...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Reformas na Suíça com tecto máximo de 1700 euros
Vejam como um país civilizado dá uma lição do que se deveria fazer no nosso país.Abaixo a acumulação de reformas e reformas milionárias!
Mundo - Reformas na Suíça com tecto máximo de 1700 euros - RTP Noticias, Vídeo
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domingo, 7 de novembro de 2010
Ser politico passa por convencer...

Nestes últimos dias temos assistido após a aprovação do orçamento para 2011 a uma nova movimentação política que envereda sempre pelo mesmo caminho da demagogia pura e que tenta convencer o português pouco informado ou burro e lança ideias que agradam a opinião pública.
Sócrates anuncia a proibição de acumulação de ordenados com pensões a partir de 2011 para todos os funcionários públicos, incluindo o presidente da república excluindo os médicos que são uma classe à parte dos restantes funcionários públicos(como sempre...).
Por outro lado, Passos Coelho anuncia a necessidade de penalizar judicialmente quem dirige e decide o destino do nosso país e o afunda constantemente.
Ambos tentam demonstrar que querem cumprir aquilo que o português comum já exige há muito, justiça,igualdade, mas será que os portugueses irão acreditar em pessoas e nos seus partidos que ao longo dos anos têm feito o que querem e bem entendem com o dinheiro público sem nunca nenhum ter respondido por medidas mal tomadas?E será que as reformas com que os nossos politicos se têm enchido ao longo dos anos, acumuladas,biacumuladas,triacumuladas com ordenados em grandes empresas conectadas ao estado ou com estreitas relações com o mesmo, acabaram?(os moldes irão com certeza é mudar-prémios continuam a existir...)
SERÁ QUE OS PORTUGUESES FICARAM CONVENCIDOS?Eu fiquei foi mais esclarecido, tudo serve para agarrar o poder, uma vez instalados no poder, o caminho será o mesmo da incompetência,do roubo, da desonestidade, da desorganização e mais uma vez o povinho é que pagará a crise, com mais impostos, menos ordenados,...
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Concordando com o autor Batista Bastos...

Penso que não poderia deixar de divulgar no meu Blog um texto escrito por Batista Santos, que retrata perfeitamente o sentimento de muita gente e as vidas faustosas de umas quantas...
Aqui vos deixo este texto que deveria ser lido e relido, vezes sem conta, até encher de coragem os portugueses que vão vagueando por esta crise ao sabor de uns quantos que se governam a seu bel prazer.
A pátria não é de todos por Baptista Bastos [*]
Uns murmuraram a sua atroz ignorância, outros a sua melancólica indiferença. Até que uma mulher de idade avançada, com a desconfiança pregada nos olhos e a sabedoria procedente de todas as agruras, respondeu: "Não acredito em nada nem em ninguém. Eles estão lá para se encher".
É o sentimento geral. A impotência associada à resignação; seja: o pior que pode acontecer a uma sociedade, abjurante das virtudes do civismo. Não é só o rotativismo de poder, disputado entre, apenas, dois partidos, que causa esta indolência moral. É a péssima qualidade intelectual dos políticos. É a clara evidência de que dividem o "bolo" entre eles, substituindo-se nas administrações, nos bancos, nas grandes empresas, aumentando os vencimentos a seu bel-prazer, auferindo-se bónus e mordomias escandalosos. Vem nos jornais. Nada do que digo ou escrevo é resultado de qualquer rancor: factos são factos.
Pedro Passos Coelho ouviu, daqueles santos sábios, o que queria ouvir. E eles também não queriam ou não sabiam dizer outra coisa. Isto anda tudo ligado, e as relações políticas, entre aparentes adversários, são grandes rábulas, alimentadas pelo embuste e pela mentira. Penso, no entanto, que o presidente do PSD devia escutar vozes dissonantes, opiniões divergentes que permitissem uma análise mais clara e acertada. Claro que não é só Passos Coelho que ouve o que deseja ouvir. Todos os outros dirigentes, Sócrates incluído, e na primeira linha, seguem a música de idêntica mazurca.
Os sábios que se reuniram com Sócrates são muitos daqueles que pertenceram a governos execráveis, culpados de tudo o que de pior nos tem acontecido. Quase todos eles detêm reformas de luxo, duas e três, e atrevem-se a debitar, para as televisões, patrióticas lições salvíficas. Uma vergonha! Um deles, com deficiências de fala e escuma aos cantos da boca, trabalhou seis meses no banco do Estado e recebe uma reforma vitalícia de três mil e seiscentos contos (moeda antiga) pelo denodado esforço desenvolvido. Cito-o com frequência por entender que o cavalheiro é o retrato típico de uma situação abominável.
Quem pode acreditar em gente deste jaez e estilo? Em gente desavergonhada que tem, escancaradas, as televisões, para dizer sempre o mesmo, ou seja: coisa alguma de importante.
Afinal, de que falaram os quase vinte sábios? Com a soberba que os caracteriza, indicaram os mesmos remédios para a superação da crise: cortes nas despesas da saúde, da educação, e da previdência; rebaixamento de salários na função pública; acaso a supressão do décimo terceiro mês; redução nas pensões, aumentos nos medicamentos. É o pacote consuetudinário sugerido por quem, de facto, não dispõe de outras ideias e soluções que não sejam as do breviário neoliberal. A OCDE, considerava "muito credível", veio rezar semelhante litania. E ai de quem a desmonte! É logo considerado comunista ou afim. Um pouco de decência não faria mal.
Observe-se os rostos desta gente. Atente-se no que dizem, prometem, formula. Não conseguem mobilizar ninguém, nem concentrar emoções ou sentimentos, exactamente porque os não possuem. No começo da revolução de Abril, o Governo lançou um alerta e um apelo: Um Dia de Trabalho para a Nação. O País aceitou o pedido e a invocação. E foi um belo momento de unidade nacional, uma acção colectiva de patriotismo e de esperança absolutamente inesquecível. E só a má-fé ou a má consciência podem distorcer o que foi um extraordinário acontecimento político e social.
As frases daquela mulher, na televisão, ressoam como uma tragédia: "Não acredito em nada nem em ninguém. Eles estão lá para se encher." E a verdade é que o enriquecimento surpreendentemente rápido de muitos deles; a pesporrência arrogante da esmagadora maioria desses senhoritos é mais do que desacreditante: é sórdido.
Os jornais e as revistas, de vez em quando, publicam os nomes, os rendimentos, as casas luxuosas, os iates, os carros topo de gama dos que nos exigem sacrifícios, suor, renúncia, abnegação. Exigem mas não praticam. E, se o fazem, as beliscaduras nas suas fortunas são tão delicadas, tão suaves que eles nem dão por isso. Quando se tira a um reformado o mais escasso dos cêntimos as dificuldades que daí advêm são de tal monta, e as consequências imediatas são terríveis.
Os sábios que foram dizer a Passos Coelho o que este, comovidamente, queria ouvir, não estão ao lado de quem sofre e está na mó de baixo. A indiferença nunca ocultada, a ganância jamais dissimulada, o luxo em tempo algum encoberto (bem pelo contrário) constituem eloquentes testemunhos da casta a que pertencem. Portugal continua a ser, como escreveu João de Barros, "país padrasto e pátria madrasta" - para muitos, bem entendido, e "ridente torrão de malandros" [Filinto Elísio, "Sátiras"] para os que se ajustam.
É o sentimento geral. A impotência associada à resignação; seja: o pior que pode acontecer a uma sociedade, abjurante das virtudes do civismo. Não é só o rotativismo de poder, disputado entre, apenas, dois partidos, que causa esta indolência moral. É a péssima qualidade intelectual dos políticos. É a clara evidência de que dividem o "bolo" entre eles, substituindo-se nas administrações, nos bancos, nas grandes empresas, aumentando os vencimentos a seu bel-prazer, auferindo-se bónus e mordomias escandalosos. Vem nos jornais. Nada do que digo ou escrevo é resultado de qualquer rancor: factos são factos.
Pedro Passos Coelho ouviu, daqueles santos sábios, o que queria ouvir. E eles também não queriam ou não sabiam dizer outra coisa. Isto anda tudo ligado, e as relações políticas, entre aparentes adversários, são grandes rábulas, alimentadas pelo embuste e pela mentira. Penso, no entanto, que o presidente do PSD devia escutar vozes dissonantes, opiniões divergentes que permitissem uma análise mais clara e acertada. Claro que não é só Passos Coelho que ouve o que deseja ouvir. Todos os outros dirigentes, Sócrates incluído, e na primeira linha, seguem a música de idêntica mazurca.
Os sábios que se reuniram com Sócrates são muitos daqueles que pertenceram a governos execráveis, culpados de tudo o que de pior nos tem acontecido. Quase todos eles detêm reformas de luxo, duas e três, e atrevem-se a debitar, para as televisões, patrióticas lições salvíficas. Uma vergonha! Um deles, com deficiências de fala e escuma aos cantos da boca, trabalhou seis meses no banco do Estado e recebe uma reforma vitalícia de três mil e seiscentos contos (moeda antiga) pelo denodado esforço desenvolvido. Cito-o com frequência por entender que o cavalheiro é o retrato típico de uma situação abominável.
Quem pode acreditar em gente deste jaez e estilo? Em gente desavergonhada que tem, escancaradas, as televisões, para dizer sempre o mesmo, ou seja: coisa alguma de importante.
Afinal, de que falaram os quase vinte sábios? Com a soberba que os caracteriza, indicaram os mesmos remédios para a superação da crise: cortes nas despesas da saúde, da educação, e da previdência; rebaixamento de salários na função pública; acaso a supressão do décimo terceiro mês; redução nas pensões, aumentos nos medicamentos. É o pacote consuetudinário sugerido por quem, de facto, não dispõe de outras ideias e soluções que não sejam as do breviário neoliberal. A OCDE, considerava "muito credível", veio rezar semelhante litania. E ai de quem a desmonte! É logo considerado comunista ou afim. Um pouco de decência não faria mal.
Observe-se os rostos desta gente. Atente-se no que dizem, prometem, formula. Não conseguem mobilizar ninguém, nem concentrar emoções ou sentimentos, exactamente porque os não possuem. No começo da revolução de Abril, o Governo lançou um alerta e um apelo: Um Dia de Trabalho para a Nação. O País aceitou o pedido e a invocação. E foi um belo momento de unidade nacional, uma acção colectiva de patriotismo e de esperança absolutamente inesquecível. E só a má-fé ou a má consciência podem distorcer o que foi um extraordinário acontecimento político e social.
As frases daquela mulher, na televisão, ressoam como uma tragédia: "Não acredito em nada nem em ninguém. Eles estão lá para se encher." E a verdade é que o enriquecimento surpreendentemente rápido de muitos deles; a pesporrência arrogante da esmagadora maioria desses senhoritos é mais do que desacreditante: é sórdido.
Os jornais e as revistas, de vez em quando, publicam os nomes, os rendimentos, as casas luxuosas, os iates, os carros topo de gama dos que nos exigem sacrifícios, suor, renúncia, abnegação. Exigem mas não praticam. E, se o fazem, as beliscaduras nas suas fortunas são tão delicadas, tão suaves que eles nem dão por isso. Quando se tira a um reformado o mais escasso dos cêntimos as dificuldades que daí advêm são de tal monta, e as consequências imediatas são terríveis.
Os sábios que foram dizer a Passos Coelho o que este, comovidamente, queria ouvir, não estão ao lado de quem sofre e está na mó de baixo. A indiferença nunca ocultada, a ganância jamais dissimulada, o luxo em tempo algum encoberto (bem pelo contrário) constituem eloquentes testemunhos da casta a que pertencem. Portugal continua a ser, como escreveu João de Barros, "país padrasto e pátria madrasta" - para muitos, bem entendido, e "ridente torrão de malandros" [Filinto Elísio, "Sátiras"] para os que se ajustam.
[*] Escritor, b.bastos@netcabo.pt
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
U2 em coimbra,mais que uma banda...eu estive lá!
COIMBRA 2 e 3/2010Tive a felicidade imensa de assistir pela primeira vez a um concerto da minha banda favorita,. na minha cidade, e constatar que continuam frescos, melodiosos,mais maduros e com uma capacidade de empatia com o público de quem sabe estar em palco e traz a lição estudada de casa.
Mais que uma banda os U2 para mim significam transmissão de liberdade, de paz, de amor, de amizade, de ecologia,...Realmente é por isso mesmo que para mim me preenchem como banda.Não se canta só por cantar, durante 34 anos ao som de sunday bloody sunday, with or without you, one , vertigo, magnificient,... com a projecção mediática que têm.Na realidade essa projecção tem sido aproveitada pelo grupo na defesa de causas maiores como o combate ao HIV,defesa dos direitos humanos(brutal a componente artística no momento de apelo à liberdade da birmanesa nobel da paz), a fome em Africa,...
Por isto e muito mais(o espetáculo audiovisual foi brilhante-do ponto onde assisti tive a noção de todos os pormenores e não foi preciso ir para a red zone ;) ), esta banda para mim será sempre a melhor do mundo.U2 FOREVER!
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